quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PT e PMDB

20 de Outubro de 2009 - 23h59 - Última modificação em 20 de Outubro de 2009 - 23h59


Lula define que PT e PMDB formarão chapa para eleição em 2010

Ivan Richard e Carolina Pimentel
Repórteres da Agência Brasil


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Brasília - Com o aval do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, PT e PMDB acertaram hoje (20) a composição da chapa para a disputa presidencial de 2010. Em jantar realizado no Palácio da Alvorada, ficou acertado que o PT ficará com a cabeça da chapa, provavelmente com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o PMDB, com a vice. Os dois partidos preferiram falar em pré-acordo, que só será sacramentado após as convenções partidárias, a serem realizadas ao longo do ano que vem.

Visto como um dos mais cotados a assumir a vaga de vice-presidente, o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), desconversou em relação a sua indicação de canidato à vice e disse que o nome sairá das convenções dos partidos. “O nome será fruto das circunstâncias políticas a serem definidas no ano que vem”, argumentou, acrescentando que é preciso ouvir, primeiramente, as representações estaduais dos partidos.

Temer avaliou que “seria mais útil” uma coalização dos vários partidos que compõem atualmente a base de apoio ao governo Lula. “Seria útil que se tivesse um bloco com uma candidatura e mais um bloco com outra. Seria útil para os costumes políticos do país", afirmou.

Apesar de dizer que a posição definitiva em relação a aliança para as eleições presidenciais de 2010 só será anunciada depois das conversas com as representações dos partidos nos estados, Temer descartou a possibilidade de que a união entre PT e PMDB não ocorra. “Não acredito [que o acordo não será oficializado], mas, evidentemente, temos que prestar atenção às questões regionais”.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou que a aliança representa “o acúmulo político desse três últimos anos de governo do presidente Lula com uma coalização mais consistente e programática”. Segundo ele, a ideia é ter o PT e o PMDB como cabeça de chapa, mas agregando os diversos partidos que hoje apoiam o governo.

Berzoini informou ainda que os detalhes do pré-acordo serão divulgado amanhã (21) pela manhã e tratarão das formas de ampliar as alianças e as composições nos estados e os movimentos políticos até 2010.

PAC

21 de Outubro de 2009 - 16h43 - Última modificação em 21 de Outubro de 2009 - 16h43


Lula lança em Ouro Preto PAC de revitalização das cidades históricas

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil


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Brasília - Ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que um dos objetivos é promover o surgimento de “um centro de pequenos empreendedores” para o desenvolvimento das economias locais. Um dos caminhos para alcançar o desenvolvimento, nesse contexto, conforme o presidente, é o turismo.

“Não adianta nada você recuperar se não fizer disso um processo de visitação do país e do mundo para que isso gere renda, emprego”, disse Lula, em Ouro Preto (MG), ao lado dos ministros Juca Ferreira (Cultura) e Dilma Rousseff (Casa Civil), além do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

A meta do programa é revitalizar 5,2 mil imóveis particulares e 200 monumentos públicos em 173 cidades históricas, até 2012. O investimento previsto chega a R$ 890 milhões. Desse total, R$ 140 milhões serão liberados até o final do ano para 32 cidades. O trabalho prevê, entre outras atividades, contenção de encostas que podem afetar prédios históricos e troca da fiação elétrica.

As primeiras cidades a receberem recursos do programa estão nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.


Edição: Lana Cristina